segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Relatório da Oficina 9 – TP01 - Linguagem e Cultura – Variantes Linguísticas: dialetos e registros e desfazendo equívocos


No dia 03/10/09 às 7h00 na Escola Municipal Urbana Maria Henriqueta Rebuá Siufi – CAIC foi realizada a Oficina 9 com o tema Linguagem e Cultura – Variantes Linguísticas: dialetos e registros e desfazendo equívocos – TP01. Os objetivos da oficina eram: Relacionar a língua e a cultura; Identificar os principais dialetos e registros do Português; Caracterizar a norma culta, a linguagem literária e a língua oral e escrita.

Os cursistas relataram as atividades propostas nas salas, alguns professores não conseguiram executar devido ao calendário de atividades na escola, pois estão no meio dos preparativos do dia da criança, os ensaios tomaram tempo das aulas e não foi viável a realização das aulas. As professoras Sandra e Eloísa conseguiram conciliar as atividades com os ensaios e realizaram a propostas nas salas de aula. Diferentemente da primeira vez, agora os alunos já recebem melhor o trabalho diferenciado nas aulas. As atividades feitas foram um sucesso. Para fechar essa fase de troca de experiências passei o documentário “Vida Maria” que retrata bem a questão da cultura em relação à aprendizagem da leitura e escrita. Todos ficaram comovidos com a história apresentada e fizeram uma relação profunda com o nosso cotidiano em algumas localidades do país, ressaltando que em nossa região deve ter pessoas que acreditam que o estudo é uma bobagem, e que para ganhar dinheiro não é necessário saber ler e escrever.

As atividades do TP foram iniciadas com a leitura “Retratos de velho” de Carlos Drummond de Andrade, o texto é composto por palavras desconhecidas por todos os cursistas, então fizemos uma busca no significado das palavras diferentes da nossa realidade para um total entendimento. Após o entendimento da mensagem do texto comentamos a definição de crônica, dos elementos da narrativa que podem ser marcantes neste tipo de texto. Realizamos oralmente a atividade 1 da página 16 e comentamos o avançando na prática da página 17. Reforcei que as atividades para serem desenvolvidas nas salas de aula como tarefas de casa encontram-se em todos os Avançando na Prática de todos os TP’s e que no AAA1 a partir da seção 2 todas as atividades propostas tem uma relação com as tarefas sugeridas.

Fizemos uma leitura comparativa com o texto “Ciúme” de Lygia Bonjuga Nunes com o texto “Retratos de velho” de Carlos Drummond de Andrade verificando o nível da linguagem e a vivência pessoal dos personagens principais deixando claro que a cultura de um povo determina a maneira de agir, de falar, etc.

Com a terceira leitura vimos que as crianças têm a sua própria linguagem e que nós adultos não podemos forçá-la a uma linguagem que não lhes é própria. Porém temos a obrigação de mostrar a forma culta e coloquial da comunicação, sendo que dependendo da situação poderemos alterná-las.

Para exploração da unidade 2, fizemos uma reflexão sobre como utilizamos a norma culta e porque a utilizamos. Em muitas ocasiões informais ao utilizamos a linguagem coloquial somos discriminados porque a maioria das pessoas julga-nos como pessoas que devem utilizar cem por cento da norma padrão em conversas, textos, etc., porém esquecem de que a linguagem dependerá do momento e principalmente do nível de cultura de nosso interlocutor. Esse assunto foi muito discutido lembrando que é muito polêmico. Uma professora disse que se for conversar com uma pessoa que nunca recebeu instruções acadêmicas ficará constrangida quando conversamos com elas utilizando a norma culta. Devido a situações como esta é viável que ensinemos a nossos alunos como alternar o nível de linguagem conforme a situação ou interlocutor.

Na quarta leitura pudemos observar que a escolha do texto para sala de aula é importante, alguns assuntos não podem ser discutidos em determinadas turmas pela experiência de vida e imaturidade dos alunos. O texto “sexa” de Luiz Fernando Veríssimo é um exemplo disto, devido a ambigüidade das palavras “sexa” e “sexo” que aparecem ao longo da narrativa não é muito aconselhável utiliza-lo com o 6.º ano, porém não podemos esquecer que dependendo do enfoque que o professor der a essa leitura a mesma poderá ser realizada sem qualquer constrangimento.

Depois exploramos os avançando na prática de cada seção vendo as possibilidades de aplicação em sala de aula e em que turma aplicá-los.

Para encerrar o encontro passamos à mensagem “Abraço mineiro” que utiliza a linguagem coloquial para transmitir uma mensagem de carinho e amizade.

Neste encontro estavam presente os seguintes cursistas: Êde Aparecida Ribeiro de Souza, Eloísa da Silva Barbosa, Joni Augusto, Sandra Pereira de Abreu dos Santos, Vanilza Cezar Benites e Zeni Reginaldo dos Santos. O encontro foi finalizado às 12h15min. Total da carga horária do encontro 5h00.

A décima Oficina foi marcada para o dia 10/10/09.

Miranda-MS, 06 de outubro de 2009.


Joseilda de Oliveira e Silva Cristaldo
Professora Formadora do GESTAR II em Língua Portuguesa


Nenhum comentário:

Postar um comentário